Primeira versão não significa produto incompleto
Uma primeira versão funcional resolve um recorte real de ponta a ponta. Ela pode atender poucos usuários e uma regra prioritária, mas precisa permitir uso, validação e aprendizado. Um conjunto de telas sem persistência, permissões ou resultado verificável é apenas uma demonstração.
Comece pelo resultado
Troque a pergunta “quais telas queremos?” por “o que um usuário precisa conseguir concluir?”. Um exemplo: registrar uma solicitação, encaminhá-la ao responsável, registrar a decisão e consultar o histórico.
Esse resultado define o fluxo mínimo. Recursos que não alteram a capacidade de concluí-lo podem ser avaliados depois.
Escreva critérios de aceite
Para cada etapa, descreva comportamento observável:
- campos obrigatórios impedem envio incompleto;
- somente o perfil autorizado aprova;
- toda decisão registra pessoa, data e justificativa;
- o solicitante visualiza o status correto;
- uma falha de integração gera alerta e pode ser reprocessada.
Critérios claros reduzem interpretações diferentes e facilitam testes.
Identifique dependências
A primeira versão pode depender de acessos, dados, identidade visual, API externa e decisões da empresa. O prazo só é confiável quando essas dependências possuem responsáveis e datas.
O que deixar para depois
Aplicativo nativo, relatórios avançados, múltiplas integrações e automações sofisticadas podem ser importantes sem serem essenciais para validar o fluxo inicial. Registre esses itens em vez de descartá-los.
Valide com quem executa o trabalho
Gestores conhecem o objetivo, mas usuários operacionais conhecem exceções e detalhes. A homologação deve incluir ambos. Observe onde a pessoa hesita, que informação falta e quais atalhos aparecem.
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